segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Japoneses Não Entendem Porque o Mundo Se Espanta Com Honestidade Deles


Japoneses não entendem porque o mundo se espanta com honestidade deles

Os japoneses estão espantados com o nosso espanto e parecem não entender o porquê da imprensa internacional ter dado tanto destaque para a história sobre os milhares de cidadãos que acharam, nos escombros da área atingida pelo tsunami, o equivalente a R$ 125 milhões em dinheiro vivo e entregaram para a polícia.

Dinheiro, barras de ouro... tudo isso encontrado em 5.700 cofres de casas e empresas destruídas pelas ondas gigantes. Para se ter uma idéia, em apenas um cofre havia o equivalente a 1 milhão e meio de reais. Fora as carteiras e bolsas recheadas de ienes, deixadas para trás na correria da fuga ou que pertenciam a pessoas arrastadas.

O tsunami de honestidade também foi notícia aí no Brasil. A Ruth de Aquino, na revista Época, escreveu um belo artigo a respeito. revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI258868-15230,00-SEREMOS+ALGUM+DIA+JAPONESES.html

Aqui, o caso também foi notícia, mas pelo fato de ser uma quantidade muito grande de dinheiro. Mas não me lembro de ninguém aqui ter destacado a honestidade das pessoas que acharam essa fortuna. Não vi nenhum editorial soltando fogos por essa incrível qualidade dos japoneses. Nenhum político foi à TV para faturar em cima disso. Honestidade no Japão não é notícia, é hábito diário. Claro que existem crimes, roubos, assassinatos, que recebem muito destaque nos jornais por fugirem da normalidade.

Pois bem, agora o caso da devolução do dinheiro voltou aos jornais por causa da repercussão no exterior. A TV Asahi, por exemplo, fez uma reportagem sobre o espanto dos estrangeiros com a honestidade dos japoneses. www.youtube.com/watch Evidentemente, eles estão muito orgulhosos de ver o país retratado desse jeito no exterior. Aliás, os japoneses se procupam muito com o que os outros países pensam do Japão e adoram quando há notícias positivas. Estão errados? Óbvio que não.

Eu já escrevi sobre isso no blog, mas não canso de citar exemplos da honestidade, às vezes extrema, dos japoneses. Há duas semanas esqueci, no taxi, uma sombrinha, dessas que usamos aqui para nos proteger do sol escaldante do verão japonês. A sombrinha, das mais baratinhas, custou o equivalente a 18 reais e a corrida até a minha casa, o equivalente a 14 reais. O taxista só se deu conta do meu esquecimento ao retornar ao ponto de taxi, que fica no shopping. Ele não teve dúvidas, deu meia volta, veio até o meu prédio e entregou a sombrinha na portaria, sem cobrar um centavo por isso. Poderia ter cobrado os 14 reais da corrida, mas não o fez.Também já esqueci o celular e o motorista voltou quatro horas depois pedindo desculpas por ter demorado tanto e explicando que tinha pegado uma corrida para longe logo depois de ter me deixado em casa.

Quando alguém encontra algo na rua aqui, não leva para casa. Não existe o conceito de "achado não é roubado". Os japoneses pensam "o que foi perdido não me pertence". Há, inclusive, um costume muito bacana: se alguém vê algo na rua, pega o objeto e coloca com cuidado no muro mais próximo. Assim, o tal objeto não fica jogado no chão, poluindo o visual das, geralmente, impecáveis ruas japonesas. E eles sabem que os donos vão voltar para procurar o que perderam. Se estiver ali, no alto do muro, vai ser fácil enxergar. Há poucos dias, vi esse exemplo na rua onde moro e registrei na foto abaixo. Um chapéu, até bem bonitinho, foi deixado sobre uma barra de metal que demarca o limite do canteiro da rua. Milhares de pessoas passaram por ali e ninguém pegou. Quando voltei para casa, o chapéu não estava mais lá. Com toda a certeza, foi levado pelo agradecido dono. O que mais impressiona na história é que o fato só chamou a atenção da gaijin aqui, que inclusive parou para fotografar. Os japoneses que me viram fazendo isso devem ter ficado muito espantados.

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/sushidebanana/posts/2011/08/23/japoneses-nao-entendem-porque-mundo-se-espanta-com-honestidade-deles-400494.asp

Por que os chineses não podem beber leite?


Uma coisa que poucos sabem é que a maioria da população humana global é intolerante ao leite, em concreto, à lactose. Como mamíferos que somos, estamos programados para gerar uma enzima, a lactase, que decompõe a lactose em glicose e portanto transforma-a em uma fonte de energia... quando somos crianças. Como norma, a partir dos 4 anos já se gera pouca lactase, e a produção vai decaindo até desaparecer quando somos adulto, quando portanto tomar leite pode causar diarréias e vômitos.


Então, como é que alguns humanos sim podemos e outros não tomar leite sendo adultos?

A resposta vem, assim como de tantas outras coisas, de estudos genéticos: analisando e comparando o genoma de grupos humanos de todo mundo, foi possível recriar a árvore filogenética que explica de onde vem as famílias que sobreviveram até o dia atual, ressaltando ademais que todos temos partes em comum e outras nem tanto.

Na origem comum de todos os humanos, não éramos tolerantes à lactose. Mas há somente 400 gerações (10.000 anos), apareceu uma mutação concreta no cromossomo 2 (em um gene dominante) que desativava a parada programada na geração de lactase.

Ainda que a mutação apareceria provavelmente várias vezes de forma independente, em ao menos uma ocasião o mutante foi favorecido por sua capacidade de beber leite. Favorecido em sentido darwiniano; quer dizer que teve mais probabilidades de chegar a idade de ter descendência e assim passar a mutação a seus filhos, e estes aos seus, etc... até hoje.

As hipóteses mais comuns são que em épocas de escassez de alimento os humanos dos povos que criavam gado tomariam leite na falta de outros víveres. Além de contribuir nutrientes, o leite seria menos propenso a conter infecções como acontece com a água em certas ocasiões, de modo que ficou claro a vantagem da bebê-lo.

A mutação é muito rara nas comunidades que não tiveram tradição de pastoreio, como na China (somente 1%). Na África também é baixa a percentagem de pessoas que toleram a lactose, menos em algumas comunidades com tradição de pastoreio. No entanto, parece que nestes grupos há três versões diferentes da mutação, o que demonstra que apareceu de forma independente.

Em resumo: a tolerância ao leite que alguns adultos temos é só mais uma mostra (das inumeráveis) do longo caminho evolutivo de nossa raça (por verdadeiro, sim, os humanos só somos uma única raça).



Leia mais em: Por que os chineses não podem beber leite? - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=9811#ixzz1XmmY7CHT

domingo, 11 de setembro de 2011

Embalagens improváveis

Opa! to sem tempo para postar direito, então coloquei uma curiosidade bem sucinta.

Aí estão algumas inscrições em embalagens engraçadas e curiosas encontradas pelo mundo com alguns comentários que tomei a liberdade de fazer. Como não achei nenhuma imagem dessas embalagens, coloquei alguns avisos bizarros ao longo da postagem. Espero que gostem:

Num secador de cabelos da Sears:
“Não use quando estiver dormindo.”

(Essa é para quem tem sonambulismo, imagino, mas não acho que a pessoa vá ler dormindo.)

Num saquinho de Fritas:
“Você pode ser o vencedor! Não é necessário comprar.
Detalhes dentro.”

(Huhuahauha, por isso que as pessoas abrem as coisas no supermercado.)

Numa barra de sabonete Dial:
"Use como um sabonete normal."
(entendeu? oO)

Numa refeição congelada da Swanson:
“Sugestão de servir: descongele.”

(É só uma sugestão)

Numa touca de banho de hotel:
“ajusta-se a uma cabeça.”

(Qual das duas?)

Impresso no fundo, embaixo, de uma sobremesa tiramisu
do Tesco:
“Não vire de ponta cabeça.”

(Imagino a reação do indivíduo ao ler isto: FUDEEEUUU!!)

Num pudim da Marks & spencer:
“O produto estará quente depois de aquecido.”

(Para chegar-se a esta conclusão tiveram que ser realizados vários cálculos de lógica.)

Na embalagem de um ferro de passar Rowenta:
“Não passe roupas no corpo.”

(Até porque, né!?)

Num remédio infantil da Boot’s Children:
“Não opere maquinas ou dirija.”
(Para crianças superdotadas, imagino)

Numa fileira de luzes de Natal chinesas:
"Somente para uso dentro ou fora de casa."

(Não pode-se usar no espaço sideral, ok?)

Num processador de comidas japonês:
“Não é para ser usado para o outro uso.”

(Só para este uso, imagino)

Num saquinho de amendoins da Sainbury’s:
“AVISO: Contém amendoins.”

(Se não me avisassem...)

Num saquinho de amendoins da American Airlines:
“Instruções: abra o saquinho, coma os amendoins.”

(Aí sim, tava a horas olhando para esse saquinho sem saber o que fazer com ele)

Numa moto-serra sueca:
“Não tente parar a serra com as mãos ou genitais.

(É para o Silvio Santos que tem o p** de ouro que vale mais do que dinheiro)

Numa fantasia infantil de Super-Homem:
“O uso destes trajes não o torna apto a voar."

(E nem a ler se você tiver menos que 5 anos)

Embaixo de uma cadeira comum de escritório:
“Atenção, usar este produto, uma pessoa por vez.”

(Ahhh! Eu tinha comprado ela justamente para fazer um sexo selvagem com a minha secretária =/ )